segunda-feira, 9 de março de 2009

Não há descanso no sistema da Babilónia, by Tiago Guillul


Estava uma bela manhã de Inverno, o Sol aquecia-nos a alma, não corria vento e a criança brincava cá fora com a bola. Nem é que gostasse muito de jogar à bola, mas entretinha-o naquela manhã de Inverno. Também passavam carros, não muito longe de onde ele estava a brincar. E pessoas, mas elas nao lhe ligavam muito, quanto mais diziam um 'olá', ou então um 'estás bom?'. É então, que num acto de coragem, tendo como referência aquele golo fantástico que viu no último jogo, remata a bola com força. Vê a bola a subir, a cair e a lentamente ir em direcção à estrada. Quando se encontra mesmo no meio, um camião carregado de fruta, passa por cima da bola, e arrebenta-a. O menino, deixa passar o camião e calmamente, vai apanhar a bola arrebentada que esta no meio da estrada. Não chora, não faz grandes dramas, porque no fundo ainda a tem. Fica é triste, porque nao vai jogar mais com aquela. Mete-a debaixo do braço e vai para casa. Ao menos tem o Sol para lhe aquecer a alma...


'Tenta dormir, tenta dormir...'


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Charada, by Stanley Donen


Não é melhor cena do filme, mas quando ela diz isto, lembrei-me logo do que estou prestes a ter...rais parta os exames....
Fica o registo, um bom filme, com Paris como pano de fundo, a cena do passeio de barco, muito bom (digo eu) e aquela em que ele toma banho de fato, e ela diz 'I don't believe', e esconde a cara atrás da porta. Cumplicidade entre actores.
Fica uma das primeiras falas dos dois:
'-bem, nao foi Shakespeare quem disse, que quando duas pessoas se conhecem, longe das suas casas, jamais se devem ver um ao outro, outra vez?'
'-Shakespeare nunca disse isso'
'-Como é que sabe?'
'-É terrível, acabou de inventar isso agora.'





sábado, 14 de fevereiro de 2009

Magnifico material inutil, by Os Pontos Negros



é hoje à noite em Famalicão. 'bora lá ouvir estes magnificos materiais inuteis...


Os Golpes, Os Quais, Os Pontos Negros, Smix Smox Smux, Tiago Guillul, Samuel Úria, estes são: A nova vaga do Roque Português...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

This is not a love song, by Nouvelle Vague


"não é fiável quem se mete nestas aventuras que ferem profundamente a sociedade"

Padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.
WTF?!?!?!
Foto: João

sábado, 10 de janeiro de 2009

Let it Snow, by Frank Sinatra

Esperava-se uma manha fria, mas depois de espreitar à janela, nada me dizia que estava a nevar...neve em St Tirso???(esta neve parecia a de Paris, enquanto esperavamos para entrar no museu d'orsay) A caminho da faculdade a neve foi-se intensificando e lá, estava tudo num branco a que não estava-mos habituados, o que só por si era um prazer...estavam todos cá fora, a levar com a neve na cabeça e nos ombros, a rir e a tirar fotografias...(esta neve já era semelhante quando estavamos a tirar fotografias nos jardins da Torre Eiffel)
A neve faz bem, a neve fez-me bem e o dia passou melhor...Agora à noite, ja desapareceu tudo, deito-me a ouvir cat power e nina simone acabo meu livrinho e vou dormir...Amanhã é outro dia e ja não deve nevar...mais um dia normal...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Dans Paris, by Christophe Honoré



Vi o Em Paris na penúltima noite do ano e fui a tempo de escolhê-lo para o top 5 dos melhores filmes que eu vi em 2008...A cena do irmão mais velho a ler o livro ao mais novo, está numa das minhas preferidas do cinema...Um dia de encontros e desencontros, de buscas, de aventuras e no fim acabam na cama a confessar-se um ao outro..O Amor (sim, em letra maiúscula), que sentem um pelo outro, não seria possivel sem o Amor que lhes é transmitido pelo Pai (outra vez em letra maiúscula), ou não se trata-se de uma familia só de homens e todos com desgostos amorosos.
E depois há Paris, bela como sempre, com as suas pontes, o senna, aquelas ruas cheias de oportunidades e as mulheres...Avant la haine, avant les coups...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

The Wind, Cat Stevens

o vento entra pelo casaco. desce pelo pescoço e pára no peito. um arrepiozinho, que sobe até à nuca. o vento avisa-o para parar, ou então, diz-lhe que, "quem anda á chuva molha-se (ou se abriga, ou se tem coragem para dançar), quem anda ao vento..quem anda ao vento arrepia-se (ou volta para trás e espera que a ventania pare, ou então continua a caminhada, e ainda se dá uns pontapés nas folhas outonais caídas no chão...) e canta-se, canta-se muito.."
mas a música pára e por conseguinte ele também. olha para trás e vê que está longe. o arrepio já não é na nuca, é no peito e do lado esquerdo. como um velejeiro no meio do mar, só o vento é que o guia.
é então que a vê, e o vento faz sentido...